
Salvo raras e fugazes excepçoes, nem sou mulher de grandes saudades, confesso. Aprendi a gostar de estar onde estou, desde que munida de um bom punhado de amigos/as, fotografias e historias comuns.
Mas, porra, sao os meus lugares. O meu liceu, a minha padaria, o meu banco de jardim, o meu mercado, a minha pastelaria, o meu centro comercial, o meu quiosque dos jornais, o meu cafe, o meu teatro, os meus passeios, a minha praca de taxis, as minhas pontes, as minhas ruas. Sao os lugares onde nasci e cresci, onde vivem pessoas que fazem parte da (minha) mobilia, pessoas que sao, tambem, minhas. Sao agora relatos de horror e ainda a incredulidade.
Agora, sim, importa arregacar mangas, reunir ganas e reerguer. Mas, mais do que nunca, importa ouvir quem sabe, quem alerta ha anos para os perigos de isto vir a ocorrer e planear para que se minimizem os riscos de reincidencia.
Para que os meus lugares nao vao com a enxurrada. Porque isso, para alem de matar, tambem moi.





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1 comentários:
Escrevo pois adorei o seu blog. Blogueiro também aqui no Brasil, fico muito contente com as inviciativas espertas e belas pela internet ao redor do mundo. PARABÉNS!
PASSAREI A SEGUI-LA PRARA SABER AS NOVIDADES.
Visite meu humilde espaço também, serás muito bem vinda.
grande beijo e forte abraço
Paulo Franco
São Paulo - Brasil
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